Buscar

ImageHost.org

WebNeste Blog
By; Historia-Fisica

Contato


Categorias-menu-2

Buscar Blog

Seguidores

De onde você vem

Hotmail

Orkut.

Anuncie aqui!

Informação

Informação


Informação


Contatos



Nome:
E-mail:
Assunto:

Contatos

Contatos

Processos de Formação de Palavras

Processos de Formação de Palavras

Maneira como os morfemas se organizam para formar as palavras.
Neologismo

Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
Inventei, por exemplo, a verbo teadorar.
Intransitivo:
Teadoro, Teodora.
(BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: José Olympio, 1970)

Os principais processos de formação são:

Derivação
Processo de formar palavras no qual a nova palavra é derivada de outra, chamada de primitiva. Os processos de derivação são:

Derivação Prefixal

A derivação prefixal é um processo de formar palavras no qual um prefixo ou mais são acrescentados à palavra primitiva.

Ex.: re/com/por (dois prefixos), desfazer, impaciente.

Derivação Sufixal

A derivação sufixal é um processo de formar palavras no qual um sufixo ou mais são acrescentados à palavra primitiva.

Ex.: realmente, folhagem.

Derivação Prefixal e Sufixal

A derivação prefixal e sufixal existe quando um prefixo e um sufixo são acrescentados à palavra primitiva de forma independente, ou seja, mesmo sem a presença de um dos afixos a palavra continua tendo significado.

Ex.: deslealmente (des- prefixo e -mente sufixo). Você pode observar que os dois afixos são independentes: existem as palavras, desleal e lealmente.

Derivação Parassintética

A derivação parassintética ocorre quando um prefixo e um sufixo são acrescentados à palavra primitiva de forma dependente, ou seja, os dois afixos não podem se separar, devendo ser usados ao mesmo tempo, pois sem um deles a palavra não se reveste de nenhum significado.

Ex.: anoitecer (a- prefixo e -ecer - sufixo), neste caso, não existem as palavras anoite e noitecer, pois os afixos não podem se separar.

Derivação Regressiva

A derivação regressiva existe quando morfemas da palavra primitiva desaparecem.

Ex.: mengo (flamengo), dança (dançar), portuga (português).

Derivação Imprópria

A derivação imprópria, mudança de classe ou conversão ocorre quando a palavra, pertencente a uma classe, é usada como fazendo parte de outra.

Exemplos:

coelho - substantivo comum, usado como substantivo próprio - Daniel Coelho da Silva.

verde, geralmente usado como adjetivo - Comprei uma camisa verde-, é usado como substantivo: O verde do parque comoveu a todos.


Fonte: www.portugues.com.br/

Os sufixos – Uma análise minuciosa


Os sufixos – Uma análise minuciosa


Antes de nos atermos às características inerentes aos sufixos, faz-se necessário relembrarmos que eles integram uma das modalidades que participam do processo pelo qual as palavras são formadas – a derivação. Assim, ao analisarmos a palavra “livraria”, temos:

livr – constituindo o radical.
-aria – representando o sufixo, ou seja, a parte que lhe foi acrescentada, dando origem a um novo vocábulo.

Como resultado de tal acréscimo, podemos ter uma mudança na sua classe gramatical ou até mesmo uma alteração de sentido representado por esta. Desta forma, subsidiando-nos no exemplo da palavra “unhada” (no qual o sufixo é representado por “-ada”) podemos constatar que se trata de um ataque, golpe feito por meio da unha, como pode ser um ferimento provocado pela unha.

Outro exemplo pode ser representando pela palavra escolarização, uma vez que o sufixo “-ação” transforma em substantivo o verbo escolarizar. Temos, portanto, uma mudança no que se refere à classe gramatical.

Mediante tais pressupostos, torna-se interessante conhecermos algumas palavras pertencentes à Língua Portuguesa, as quais são frutos resultantes deste processo. Para tanto, elegeremos alguns sufixos um tanto quanto recorrentes:


Formação de substantivos a partir de outros substantivos


“-ada”

* ferimento, golpe ou marca produzida por um determinado instrumento:
unhada – martelada – pedrada – facada...

* multidão
criançada – papelada – sacholada...

* medida ou quantidade:
garfada – colherada – fornada...

* Movimentos rápidos ou de duração prolongada:
temporada – risada – noitada...


“- al”

* sentido coletivo
jabuticabal – manguezal – cafezal...


“- alha”

* noção coletiva denotando valor pejorativo:
gentalha – miuçalha...


“- aria”,” – eria”

* noção coletiva
pancadaria – pedraria ...

* ramo de negócio ou estabelecimento comercial:
sorveteria – livraria – drogaria – alfaiataria...


“-agem”

* noção coletiva
folhagem – ramagem – pastagem...

* ação ou resultado de uma ação:
vadiagem – aprendizagem...


“-ário”

* atividade, profissão
escriturário – bancário - operário...

* lugar onde se coloca algo
vestiário – aquário...


“- eiro, “-eira”

* atividade, ofício
lanterneiro – bombeiro – copeira...

* nomes de árvores ou arbustos
mangueira – goiabeira – cajueiro...

* Objetos ou lugares usados para armazenar algo
açucareiro – manteigueira - saleiro...


“-ia”

* profissão ou lugar onde se exerce alguma
delegacia – diretoria – reitoria – advocacia...


“- ite”

* inflamação
rinite – bronquite – estomatite – gastrite...


“-io”

* noção coletiva
poderio – mulherio – gentio...

Hibridismos

Hibridismos

  Hibridismos são palavras que compõem nosso léxico, mas que são formadas por elementos pertencentes a outras línguas


Hibridismos são palavras formadas por elementos pertencentes a línguas diferentes. Estamos falando, pois, acerca do processo de formação de palavras – fato que nos faz recordar da derivação e da composição, não é verdade? Assim sendo, propomo-nos a ampliar nosso conhecimento, discorrendo sobre mais um fato linguístico (os hibridismos).
Os hibridismos são, para muitos gramáticos (sobretudo os tradicionais), fato condenável, talvez pela não uniformidade da origem dos elementos que formam o composto, sobretudo provenientes do grego e do latim. Contudo, a bem da verdade, vale dizer que mesmo em se tratando de tais procedências, os falantes já consideram os elementos aportuguesados – dada a recorrência dessas palavras em nosso idioma, visto que já se incorporaram ao nosso léxico. Assim sendo, vejamos alguns casos representativos:
Alcaloide – Álcali (árabe) + óide (grego)
Alcoômetro – Álcool (árabe) + metro (grego)
Autoclave – Auto (grego) + clave (latim)
Bicicleta – Bi (latim) + ciclo (grego) + eta (-ette, francês)
Burocracia – Buro (francês) + cracia (grego)
Endovenoso – Endo (grego) + venoso (latim)
Hiperacidez – Hiper (grego) + acidez (português)
Monocultura – Mono (grego) + Cultura (latim)
Psicomotor – Psico (grego) + motor (latim)
Romanista – Romano (latim) + -ista (grego)
Sociologia – Socio (latim) + -logia (grego)
Zincografia – Zinco (alemão) + grafia (grego)
Além desses mencionados, podemos constatar ainda outros muitos exemplos, como é o caso de abreugrafia (português e grego), goiabeira (tupi e português), sambódromo (quimbundo, língua africana, e grego), surfista (inglês e grego), etc.

Estrutura das palavras

Estrutura das palavras


As palavras são constituídas de morfemas.

São eles:

Radical
É o elemento comum de palavras cognatas, também chamadas de palavras da mesma família. É responsável pelo significado básico da palavra.

Ex.: terra, terreno, terreiro, terrinha, enterrar, terrestre...

Atenção:

Às vezes, ele sofre pequenas alterações. Ex.: dormir- durmo; querer- quis
As palavras que possuem mais de um radical são chamadas de compostas.

Ex.: passatempo


Afixos

São partículas que se anexam ao radical para formar outras palavras. Existem dois tipos de afixos:

Prefixos: colocados antes do radical.
Ex.: desleal, ilegal

Sufixos: colocados depois do radical.
Ex.: folhagem, legalmente

Infixos

São vogais ou consoantes de ligação que entram na formação das palavras para facilitar a pronúncia. Existem em algumas palavras por necessidade fonética. Os infixos não são significativos, portanto, não sendo considerados morfemas.

Ex.: café-cafeteira, capim-capinzal, gás-gasômetro

Vogal Temática

Vogal Temática (VT) se junta ao radical para receber outros elementos. Fica entre dois morfemas. Existe vogal temática em verbos e nomes. Ex.: beber, rosa, sala.

Nos verbos, a VT indica a conjugação a que pertencem (1ª, 2ª ou 3ª).

Ex.: partir- verbo de 3ª conjugação

Há formas verbais e nomes sem VT. Ex.: rapaz, mato (verbo)

Dicas:

A VT não marca nenhuma flexão, portanto é diferente de desinência.

Tema

Tema = radical + vogal temática

Ex.: cantar = cant + a, mala = mal + a, rosa = ros + a

Desinências

São morfemas colocados no final das palavras para indicar flexões verbais ou nominais.
Podem ser:

Nominais: indicam gênero e número de nomes (substantivos, adjetivos, pronomes, numerais).

Ex.: casa – casas; gato - gata

Verbais: indicam número, pessoa, tempo e modo dos verbos. Existem dois tipos de desinências verbais: desinências modo-temporal (DMT) e desinências número-pessoal (DNP).

Ex.: Nós corremos, se eles corressem (DNP); se nós corrêssemos, tu correras (DMT)


Verbo-nominais: indicam as formas nominais dos verbos (infinitivo, gerúndio e particípio). Ex. beber, correndo, partido


Quadro das principais desinências:


Atenção:

A divisão verbal em morfemas será melhor explicada em: classes de palavras/ verbos.

Algumas formas verbais não têm desinências como: trouxe, bebe...

Facebook

Twitter